Quem me conhece sabe das minhas críticas ácidas à realização dos Jogos Olímpicos no Brasil. Porém, diante das possibilidades de transformação pela qual passaria o nosso país eu mudei um pouco minha opinião, mas, mantenho ressalvas, não sou um entusiasta que me deixo levar pelo calor ufanista. Vale ressaltar os compromissos assumidos e que nem sempre são cumpridos, vide o Pan-2007 cuja expansão do Metrô até a Barra, bairro que concentrou a maior parte dos eventos, na realidade nada mais foi do que uma faixinha laranja nas pistas onde os motoristas não podiam dirigir sob a ameaça de multa. Método usado pela Prefeitura para agilizar a locomoção até os locais onde aconteceram as competições, batizado de "Família Pan".
As cidades finalistas desta vez não despertaram nenhum favoritismo como foi Paris, na disputa por 2012 que acabou perdendo para Londres, são muitos os prós e contras, certamente o Rio de Janeiro é quem apresenta as maiores carências, mas isso não é sinônimo de que vai deixar a desejar na realização dos Jogos. E com o COI não tem bricadeira e nem maquiagem, se não cumprir o que estava no caderno de compromissos pode passar pela vergonha histórica de ver, às vésperas, de evento a sede ser transferida para outro local.
Por isso, vamos comemorar se o Rio for a cidade escolhida, mas nada de depressão se não for desta vez. OK?

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